sábado, 2 de abril de 2011

Moska em dose dupla!


Um pouco de poesia na madrugada...


O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor

Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme que nunca assisti antes

Poderia se chamar labirinto

Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar aurora
Pois vejo um novo dia que está por vir

Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta, mas sei que não é assim

Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado

Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado

Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer aventureiro

Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo - "Que não deveria se chamar amor"

A primeira vez que te vi, lembrei
Da primeira vez que me apaixonei
De repente o lugar que eu pisava desapareceu
Toda cor em você, tudo em volta era nada
Somente teus passos na areia da estrada que me levava
O meu caminho era o teu

O bem me quer
O mal também me quer
Eu tô como o diabo gosta
E seja o que Deus quiser

Eu não sei se o céu tava azul ou preto
Eu não sei de nada, eu não vi direito
Com quem eu estava quando aconteceu
Acho que era errado
Se bem que deu certo
Como se o horizonte ficasse mais perto
A boca do teu desejo engoliu o meu

O bem me quer
O mal também me quer
Eu tô como o diabo gosta
E seja o que Deus quiser

O que Deus quiser
O que o acaso quiser
Seja o que Deus quiser - "Seja o que Deus quiser"




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