sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Gracias Chespirito




Hoje todos tivemos uma triste noticia. Roberto Bolanos, o gênio por trás de Chaves e Chapolin, que conquista gerações de crianças no Brasil e na America Latina há decadas, faleceu, e infelizmente a noticia foi real, nada de fake, nada de apenas jogar água em um piripaque.
Pra se ter noção do quanto ele era querido e respeitado, primeiro, não vi uma única piadinha maldosa sobre ele no twitter, lugar que quando qualquer artista morre ( aliás, o artista nem precisa morrer de fato), ferve de comentários, tanto de homenagens e elogios, quanto de zoeira e da galera que não respeita nem este momento (essa gentalha). Todas as mensagens foram de lamento, e pesar.
Segundo, o facebook e twitter da Globo compartilhou  posts do SBT e deixou suas condolências, mais que atitude nobre, é o reconhecimento de um talento, onde a rivalidade ficou em segundo plano (pois é, pois é, pois é).
Já se foi o disco voador, as pessoas boas devem amar seus inimigos, e O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,relembre-as-melhores-frases-de-chaves,1599volta o cão arrependido com suas orelhas bem fartas, com um osso ruido e o rabo entre as patas. É outro gato!
Quantas foram as frases? os gestos? quem nunca se pegou fazendo qualquer tirada cujo a referencia seja o Chaves ou o Chapolin?
Já ri em tantos episódios de Chaves, pra mim os melhores são os que se passam fora do cenário tradicional, os da escola, na rua fora da vila, no restaurante, na casa do povo, principalmente do Nhonho e da Dona Clotilde. Já quis chorar em vários deles também, sempre que o humor baixava o tom, pra fazer a critica sutil e nos lembrar que Chaves era órfão, ou passava fome, ou morava num barril, e estas nuances dramáticas sempre vinham quando você menos esperava, no meio de uma piada, por isso o efeito era maior. Ah, e a vontade de conhecer Acapulco desde sempre.
E Chapolin? Já tirei a vala Pepe. Não contavam com a minha astucia. Sigam-me os bons. Meus movimentos são friamente calculados.
Confesso que já tive medo em alguns episódios de Chapolin, tinha o Tripa Seca, o Quase Nada, teve aquele episodio da Luva Negra, mas em minha defesa, alego que era criança, e foi numa epóca que Chapolin passava tarde da noite, tipo depois da Praça É Nossa, alguem lembra disso?
Pois é, e agora quem poderá nos defender?
Bolaños parte, mas sua obra única e encantadora, permanece viva nos corações dos milhões que conheceram e daqueles que ainda conhecerão.
Foi sem querer, querendo!
Gracias Chespirito!








#RipMestre e Obrigada.